Cais de Pedra

Cais de Pedra

Nos caminhos da vida acontecem partidas, momentos, chegadas, e caminhos muitos caminhos. A saudade, a nostalgia de momentos que tardam em acontecer nestas estações humanas do sentir. Os olhos brilhantes naquele parque de estacionamento, nesta época de tudo e de nada, Acredito no contacto do olhar, é ele que nos diz e nos faz o sentir. A vida rápida e virtual é apenas uma falácia com que o rapace ilude o coelho. Mas o olhar das partidas e das chegadas, enquanto o momento não chega de novo, faz -nos sentir…

Comboio do tempo

Comboio do Tempo

A linha de caminho irregular e sinuoso, a máquina abranda nas pontes, deixamos de ver o que quer que seja nos túneis, os rios e as montanhas.

A vida na janela do comboio que passa rápida, sinuosa, . As sombras , nós e os outros, sempre o tempo, o correr de cortinas, aquilo que nos empurra doce ou abruptamente. Os cais de desembarque as saudades de que não gostas. Por mim gosto de as sentir, no pensamento, na pele por vezes nas lágrimas salgadas que insisto em sentir com intensidade. O vento frio que me corta o rosto quando ouso espreitar na janela do comboio. Hoje não te vi, não deixaste sentir a tua pele na minha. Quem sabe do alto das muralhas alguém com saber que só o tempo dá, com cabelos brancos que ondulam ao vento te diga que estive tão perto….

Desencontros com Chocolate

É manhã…. foi se a noite fria , num sítio frio… Bom lembrar outrora os olhos fixos na chama da lareira, o copo de vinho tinto a toldar cada sentimento, um pedaço de chocolate sente-se ainda nos lábios de um pensamento distante.

A luz do dia acordou para o dia , dos desencontros por onde passamos grande parte do tempo. Vemos as pessoas através de diversas montras sem as tocar ou conhecer. Alguns ousam tocar algumas perdidas como eles e são apenas sombras na caverna…sombras que passam…

A fogueira apenas nos transmite as sombras

Falta o vinho e o sabor a chocolate