Num Reino Bue de Longe

Num Reino Bue de Longe

Percorria a estrada da manha, voltara o nevoeiro, concentrava se ao longo do alcatrão cinzento do caminho. Ao longo dos quilómetros percorridos pensava nos caminhos da vida e do tempo. Neste tempo viviam distantes, percorria caminhos da noite e do dia nas terras que lhe foram dadas para viver. Os encontros do tempo , passados ao vento, passados no sol tórrido de que sente saudades do mar. Tudo era campo, terra vida e lendas de tempos passados. Os cheiros não tinham maresia, por vezes o ar seco fustigava o rosto, o sonho, a missão de encontros e desencontros. Os beijos e afagos de rosto, o toque que percorria os tempos. Quando descia a noite crescia o pensamento, o afago de cada palavra e a sintonia entre os caminhos do tempo.

Depois do Sonho

Depois do Sonho

A manhã de menino faz já tanto tempo…ele que passou tão rápido, a escola naquele dia tinha parado. Sentados e disciplinados como de costumo foi ainda naquele tempo, por cima do quadro negro uma trilogia dois retratos ladeavam a cruz do mistério que a vida tinha para dar. Por cima da secretária enorme um teimoso e enorme rádio de um laranja carregado daqueles ainda a válvulas, rodeado por professores vestidos à la belle  époque, preocupados agitados talvez outros adjetivos. O professor afagava a barba deixava no meio de tudo uns sorrisos calmos para talvez esconder outros sentimentos. A manhã ia alta e de lição nada se ouviu. A imagem do professor que faz pouco acaricia a barba numa cadeira empoleirado para daí a pouco sair, carregando o fardo de dois retratos e um vestido de branco outro de preto. Desapareceram dali para sempre e solitário ficou o senhor na cruz. No caminho para casa de uma manhã diferente onde ao chegar se ouviu a palavra revolução.

 

Um olhar de sol

Um olhar de sol

Um vento estranho entre sul e norte, um ligeiro som. Aproxima se lentamente parecem cascos ligeiros de corcel. Será onda de mar ou voo doce de rapace, que quererá ele daqui. O mistério da dúvida que corre ligeira nesse olhar, teu, meu.. .o dia, talvez o brilho quente de um sol que hoje surgiu. A chuva de ontem, a manhã e a tarde. Na noite de outro dia quando a lua se refletia na água e senti o teu abraço na ponte que divide o destina da vida. Desta, da outra, as mãos livres e sós , deambulantes e o seu toque no meu corpo de mil caminhos . Hoje esperar o dia , o mistério para numa noite poder olhar sol no fundo dos teus olhos…