Num Reino Bue de Longe

Num Reino Bue de Longe

Percorria a estrada da manha, voltara o nevoeiro, concentrava se ao longo do alcatrão cinzento do caminho. Ao longo dos quilómetros percorridos pensava nos caminhos da vida e do tempo. Neste tempo viviam distantes, percorria caminhos da noite e do dia nas terras que lhe foram dadas para viver. Os encontros do tempo , passados ao vento, passados no sol tórrido de que sente saudades do mar. Tudo era campo, terra vida e lendas de tempos passados. Os cheiros não tinham maresia, por vezes o ar seco fustigava o rosto, o sonho, a missão de encontros e desencontros. Os beijos e afagos de rosto, o toque que percorria os tempos. Quando descia a noite crescia o pensamento, o afago de cada palavra e a sintonia entre os caminhos do tempo.

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