Caiu a noite

Caiu a noite

O frio solene de inverno o coração que saltita e hoje transborda. Hoje apetece me, talvez sonhar… que caiu a noite redonda que esperei por ti…. que fomos os dois na noite por ali. Passamos o rio , o outro rio e paramos na serra. O abraço frio da noite o sorriso disfarçado quando entramos , a fome de ti. Hoje apetece me ser rio sem barqueiro e correr para um mar , sentir a água quente , o cheiro aveludado de um café… quando procuro na noite aquele sinal… o sinal que nunca esqueci. Espero em vão , veludo sombras e sons frios. Hoje e amanhã quero sonhar no teu corpo. Quando me perdi naquelas estradas e só sonhei por ti, mil sensações e pontos tardios. Por vezes volto ao caminho para me perder de novo ,ouvir o som dos uivos selvagens quando me dá vontade de te ter a meu lado ali.

 

Imaginei o Rio

Imaginei o Rio

Imaginei o rio, a ponte, a esplanada  o sabor do café, o teu cabelo  e … olhar o fundo dos teus olhos. A margem onde te encontrei, onde por vezes te encontro e onde te quero encontrar.

Hoje ao ver o nevoeiro do caminho pensei tudo de novo. Tudo mesmo … o que dizemos um ao outro e também o que pensámos e não dizemos. Sabes hoje ouvi de novo uivar os lobos, imaginei a varanda o arvoredo. As sensações estranhas de sentir. Vi a corrida desenfreada do teu pensamento, vi me lá e gostei. Depois veio a calma, a cadeira, a mesa, o frio doce da noite, a chávena fumegante e o cheiro do café. Aquele frasco de café cheio de histórias que gostas de trazer.

Tu sabes os lugares e aquele lugar fala comigo em cada recanto por explorar. Quando fico calado entendes estarei a conversar com cada lugar. Os teus olhos também me contam cada passo antes dos teus lábios com aquele sabor a café.

Esqueci de escrever no Tempo

Esqueci de Escrever no Tempo

Ele adormeceu aconchegado, tinha visto antes uns olhos meigos que o faziam pensar em cada momento que passava. Nos dias que se seguiram de manhã perdeu-se no tempo de uma outra forma. Afastou lentamente o edredon, deixou as gotas de água  percorrerem o seu corpo. Olhou a nos olhos da manhã, sentiu o sabor doce e amargo do café da manhã com a água da vida ali e em cada minuto na chama de um fogo, lume que o consumia e tocava o peito no sítio certo. Um beijo doce, o caminho com farrapos de um nevoeiro . Até o frio era mais doce e a tinta deixou por momentos de correr no papel . A mão a pena e o papel ficaram por momentos perdidos naquele beijo…