Depois do Sonho

Depois do Sonho

A manhã de menino faz já tanto tempo…ele que passou tão rápido, a escola naquele dia tinha parado. Sentados e disciplinados como de costumo foi ainda naquele tempo, por cima do quadro negro uma trilogia dois retratos ladeavam a cruz do mistério que a vida tinha para dar. Por cima da secretária enorme um teimoso e enorme rádio de um laranja carregado daqueles ainda a válvulas, rodeado por professores vestidos à la belle  époque, preocupados agitados talvez outros adjetivos. O professor afagava a barba deixava no meio de tudo uns sorrisos calmos para talvez esconder outros sentimentos. A manhã ia alta e de lição nada se ouviu. A imagem do professor que faz pouco acaricia a barba numa cadeira empoleirado para daí a pouco sair, carregando o fardo de dois retratos e um vestido de branco outro de preto. Desapareceram dali para sempre e solitário ficou o senhor na cruz. No caminho para casa de uma manhã diferente onde ao chegar se ouviu a palavra revolução.

 

Um olhar de sol

Um olhar de sol

Um vento estranho entre sul e norte, um ligeiro som. Aproxima se lentamente parecem cascos ligeiros de corcel. Será onda de mar ou voo doce de rapace, que quererá ele daqui. O mistério da dúvida que corre ligeira nesse olhar, teu, meu.. .o dia, talvez o brilho quente de um sol que hoje surgiu. A chuva de ontem, a manhã e a tarde. Na noite de outro dia quando a lua se refletia na água e senti o teu abraço na ponte que divide o destina da vida. Desta, da outra, as mãos livres e sós , deambulantes e o seu toque no meu corpo de mil caminhos . Hoje esperar o dia , o mistério para numa noite poder olhar sol no fundo dos teus olhos…

 

Caiu a noite

Caiu a noite

O frio solene de inverno o coração que saltita e hoje transborda. Hoje apetece me, talvez sonhar… que caiu a noite redonda que esperei por ti…. que fomos os dois na noite por ali. Passamos o rio , o outro rio e paramos na serra. O abraço frio da noite o sorriso disfarçado quando entramos , a fome de ti. Hoje apetece me ser rio sem barqueiro e correr para um mar , sentir a água quente , o cheiro aveludado de um café… quando procuro na noite aquele sinal… o sinal que nunca esqueci. Espero em vão , veludo sombras e sons frios. Hoje e amanhã quero sonhar no teu corpo. Quando me perdi naquelas estradas e só sonhei por ti, mil sensações e pontos tardios. Por vezes volto ao caminho para me perder de novo ,ouvir o som dos uivos selvagens quando me dá vontade de te ter a meu lado ali.